Eventos do mar: desfechos — O que cada opção de cada evento de navegação causa.
Eventos do mar: desfechos
Spoiler. Esta página conta desfechos: o que cada escolha causa e como cada história termina.
A chance de cada evento está em Mapas.
A Boca do Mangue
A neblina chega antes da noite, baixa, e cheira a lama doce. Da margem vem um choro miúdo, de criança ou de bicho, e o colar da Velha, guardado no fundo do porão, esfria na mão de quem o segura. O timoneiro diz que é o mangue respirando. Ninguém acredita, mas ninguém discorda.
Jogar sal na água
- Narração: O choro para de uma vez. O silêncio que fica é pior, e a escuna passa depressa.
- Marcador
travessia_salpassa asim.
Responder o choro com uma cantiga (padrão se ninguém votar)
- Narração: A margem responde no mesmo tom, e por um instante parece que alguém rema junto. A escuna passa.
- Marcador
travessia_cantigapassa asim.
Mar Calmo
O mar fica liso como prato de louça. As garças acompanham o mastro por um tempo, alguém puxa uma cantiga no convés, e por algumas horas a Encantaria é só água, sal e sol.
Sem votação: o narrador conta e o navio segue.
Tempestade
O céu fecha de uma vez e o vento vira. Vem chuva de lado, vem raio, e o Casco range como quem reclama.
Enfrentar a tormenta de proa
- Narração: O leme vai para a mão de quem tem pulso. O navio entra na parede d'água de proa, sobe, desce e sai do outro lado com a tripulação inteira e uma tábua a menos.
- O casco perde 12. Se afundar: A parede d'água leva o mastro e abre o Casco de proa a popa. O mar entra de uma vez, e a tripulação acorda encharcada no cais do porto de onde saiu, sem saber quem a arrastou até lá — e com o cofre bem mais leve do que ela o deixou.
Abrigar-se numa enseada (padrão se ninguém votar)
- Narração: O navio se enfia numa enseada de mangue e espera a raiva passar. Perde-se meia noite; não se perde nada mais.
O Mascate do Mar
Uma canoa grande, coberta de toldo remendado, encosta no costado. O mascate levanta o chapéu e abre a caixa: garrafada de erva, benzimento engarrafado, raiz de sertão.
Comprar remédios (20 moedas)
- −20 de ouro da tripulação.
- Narração: O cofre da tripulação fica mais leve e o paiol de remédio mais pesado. O mascate agradece, benze o mastro e some rio adentro.
Agradecer e seguir viagem (padrão se ninguém votar)
- Narração: O mascate dá de ombros, fecha a caixa e vai oferecer o benzimento a quem tiver mais medo.
O Baú da Maré
A maré descobre um baú entalado entre raízes, meio enterrado na lama. O ferro está comido de ferrugem, mas o cadeado continua fechado.
Mergulhar atrás do baú
- Narração: Vai quem sabe prender o ar. Volta com lama até a orelha e com o baú arrebentado: moeda velha de porto que já não existe, mas moeda.
- +40 de ouro para a tripulação.
Deixar o mar guardar o que é dele (padrão se ninguém votar)
- Narração: A maré volta a subir e leva o baú de novo para baixo. Quem fica no convés jura ter ouvido o cadeado abrir sozinho.
Naufrágio
Um casco quebrado apodrece de lado no banco de areia. Ainda tem rede pendurada no mastro, e ainda tem nome pintado na proa.
Vasculhar os destroços
- Narração: Entre a madeira podre aparece um saquinho de couro amarrado com nó de pescador. Ninguém comenta de quem era.
- +15 de ouro para a tripulação.
Rezar pelos mortos e não mexer (padrão se ninguém votar)
- Narração: A tripulação tira o chapéu e reza o que sabe. O mangue fica quieto até a última palavra, e só depois as cigarras voltam.
- Marcador
mortos_do_naufragiopassa arezados.
A Cantora da Neblina
A neblina desce sem vento e traz uma voz de mulher cantando devagar, em língua que ninguém sabe e todo mundo entende. A voz vem do lado de dentro do mangue.
Seguir a voz mangue adentro
- Narração: O navio entra na neblina atrás do canto. A voz para de repente, e o que vem da água não canta: range.
- Combate: Crias do Mangue (Cria do Mangue).
Tapar os ouvidos com cera e passar reto (padrão se ninguém votar)
- Narração: Cera de vela nos ouvidos, corda no mastro, olho na bússola. A voz acompanha o costado por uma légua e desiste.